22 janeiro 2016

16º Capítulo - Do You Love Me? - Inauguração

-Bom, estou ansiosa com a vinda da senhora, vamos conversar mais à noite, até mais tarde, Susan!
-Até mais tarde, querida.
Susan desceu as escadas lentamente pensando no que Raquelly havia lhe contado, psicóloga? O que Chace estava tramando?


...

-Sr. Chace? -Perguntou Ian adentrando o mais novo salão do Tropicale Hotel e vendo o mesmo trabalhando juntamente com as pessoas que organizavam o buffet para a inauguração, Chace apenas se virou para Ian esperando pelo que o seu secretário iria lhe dizer. -Já fiz o que o senhor me pediu.
-Ah, sim, e ela? Como reagiu? -Indagou Chace interessado.
-O senhor tinha razão em querer esconder que isso era coisa sua, porque se eu dissesse que era o senhor que havia nos enviado para arrumá-la, a garota não iria deixar nunca.


Chace sorriu carinhosamente pensando nos modos de Nana, era uma ternura que nem ele mesmo sabia explicar, ele gostava de sua personalidade e suas manias de brigar pelos seus direitos, a achava engraçada e queria que ela fosse a inauguração, mas pensando em seu jeito orgulhoso, era bem provável que fosse com uma roupa qualquer, e ele não queria que as pessoas fizessem comentários maldosos sobre, por isso mandou uma equipe para Nana ter um dia de princesa, mas sem que ela soubesse que ele havia os mandado.
-Ah, Ian, eu também quero que você vá buscá-la para vir até aqui no momento da inauguração, e também meu pai, Susan e minha avó estão em um voo para esta cidade, no momento em que chegarem eles ligarão diretamente em seu celular para que você leve-os para o hotel em que estamos hospedados. -Ordenou Chace. -E também, você confirmou sobre o incêndio e as famílias que sofreram pelo mesmo?
-Sim, eu tenho uma lista dos nomes das famílias aqui comigo. -Disse Ian entregando-lhe a lista.
-Ótimo, bom trabalho.



-Obrigado senhor! -Disse Ian com aquele olhar desconfiado sorridente para Chace.
-O...O que há com essa cara? -Perguntou Chace como se Ian pudesse olhar através de sua alma.
-Ah! -Ian se ajeitou ainda sorridente, respirou fundo e fez uma breve reverência à Chace. -Com licença, senhor, digo, Chace. -E se retirou ainda sorridente.



-Aish. -Expressou-se Chace. -O que esse bundão quer dizer olhando pra gente desse jeito? -Perguntou-se mesmo já sabendo a resposta e logo após sorriu pensando na mesma. Olhou mais uma vez na lista das famílias e sua cabeça começou a doer de repente.
-Aaaahhh! -Ele colocou as mãos em sua cabeça. -Mas o que há com essa dor hoje?



...

Morgana, Loren, Mia, Anna e Fanny. Cinco garotas para arrumar uma pessoa, uau, eu sou tão mau arrumada assim? Primeiramente Anna e Morgana me levaram para fazer algo na qual eu não fazia a séculos, compras, e o pior, de vestidos, é. Na realidade eu não os usava porque não gostava de vestidos, ou tinha vergonha das minhas pernas serem tão brancas, a questão é que eu não os usava.



Chegando naquela loja chique, as garotas se derretiam por aqueles vestidos longos, alguns eram bonitos mesmo, mas só que não em mim! Ambas rapidamente foram escolhendo alguns vestidos para que eu experimentasse, alguns muito chamativos, muito curtos, muito princesa, muito abusados, muito tudo! Mas eu estava até gostando, elas me faziam me sentir em um desfile de moda, mas claro, com uma modelo bem amadora e cheia de vergonha. Morgana quando não gostava do vestido, fazia um pequeno bico com a boca e olhava para Anna, que sempre concordava com a mesma e logo a vendedora me entregava um novo vestido para provar.



Já não sabia quantos vestidos havia provado, talvez nenhum daqueles desse certo em mim, talvez eu não combinasse com aqueles estilos, e decidi que o próximo que provaria seria o último, e assim que saí do provador ambas abriram a boca.
-Eu sei que vocês estão se esforçando para isso, mas se não está dando certo, tudo bem. -Disse-lhes já meio entristecida.
-É este! Uaaaaaaaaau! Ficou perfeito! -Berrou Anna apenas ignorando o que eu tentava dizer.
-O-O que? Ficou? -Sorri envergonhada.



-Pode embrulhar este e vamos querer provar os sapatos também. -Disse Morgana com um sorriso no rosto para a vendedora. -Uaaaaau Nana, você tem realmente um belo corpo, que inveja! O que você faz?
-O que eu faço? Como assim?
-Você faz algum tipo de dieta? Uau, você tem mesmo um belo corpo! -Concordou Anna enquanto a vendedora nos guiava para aquelas prateleiras chiques com aqueles sapatos de salto que me davam até medo.



-Tenho? Bom, na verdade eu nem penso em dietas e essas coisas como meus dias são corridos, porém eu moro com uma amiga viciada nessas coisas, então acho que acabei me acostumando. -Sorri sem graça enquanto conversava com as duas que pareciam interessadíssimas no que eu lhes falava e acabei sentindo falta de Lola já que fazia alguns dias que não nos falávamos.



....

Victória e Henry haviam saído juntos para fazerem compras, os dois estavam tão felizes que tudo entre eles havia se acertado que era como se nada mais importasse, porém Henry se lembrou de Nana quando no meio do caminho viu uma pequena flor que se mantinha em meio a neve, e no mesmo momento o sorriso esvaeceu de seu rosto, e enquanto Victória lhe dizia várias coisas ele lembrava do que havia feito com a mesma e sabia que precisava dar um fim nisso, mas não sabia como, não é como se não gostasse mais de Nana, ele realmente havia sentido algo por ela, apenas não sabia se a amava a ponto de abandonar Victória para ficar junto dela, o que era algo que ele não gostava de pensar, pois depois de tanto tempo amando aquela mulher e agora que as coisas finalmente haviam se acertado ele não queria desapontá-la novamente.



-Henry? Henry? -Chamava Victória enquanto percebia que os pensamentos dele estavam longe dela naquele momento.
-Ah, desculpe. -Henry percebeu que Victória estava falando com ele e ele pode apenas sorrir e desculpar-se.
-Por um acaso você estava pensando naquela garota? -Indagou Victória meio exitante.
-Não vou negar, Vick. -Respondeu Henry. -Estava sim, mas não fique chateada. -Henry sorriu.
-Tudo bem, eu não ficarei. -Ela respondeu tentando parecer compreensiva. -Mas me conte o que houve entre vocês.
-Ahn? Quer mesmo saber? -Perguntou Henry e Victória apenas meneou positivamente a cabeça.
E enquanto ambos andavam pela calçada vagarosamente, Henry contava a Victória como havia conhecido a mesma.



-Bom, ela é uma boa pessoa, é florista, decoradora, eu até mesmo fotografei alguns casamentos que ela decorou, ela faz um ótimo trabalho.
-Então foi por trabalho? -Perguntou Victória.
-Na verdade não. -Henry riu se lembrando de como havia a conhecido. -Eu a conheci em um lago, enquanto avaliava alguns lugares para fazer algumas sessões de fotos, ela, bem, eu não sei exatamente por quê razão, mas ela estava gritando e então eu apareci para ajudá-la, senti que ela precisava de algum tipo de ajuda e na verdade ela fez com que eu me abrisse para ela, deve ter me achado um louco no início, mas eu pude sentir nela uma segurança que não sentia com mais ninguém para confiar meus segredos. -Henry sorriu se lembrando de Nana. -Eu a chamei para sair algumas vezes e não posso negar que sua companhia era agradável para mim, tanto que acabei chamando-a para vir para cá.



-Ah, ela veio com você? Por sua causa?
-Sim, e exatamente por isso me preocupo, ela foi uma pessoa tão boa pra mim este tempo e agora eu vou acabar decepcionando-a.
Victória ficou calada por um tempo porque não sabia como continuar aquela conversa, e não queria dizer algo e parecer rude porque ela sabia o que era sofrer por amor, até que conseguiu escolher as palavras certas.
-Se você acha que ela é uma boa pessoa eu não duvido, e por causa disso eu tenho certeza que ela vai compreender.



Henry a olhou admirado e orgulhoso sorrindo para a ruiva.
-Você acha? -Perguntou para a mesma e ela meneou a cabeça positivamente sorrindo para ele também enquanto entravam em uma loja.



...

Após provarmos os sapatos, o que não foi uma atividade muito rápida e nem muito confortável já que eu nunca havia colocado os pés dentro daqueles monstros em forma de sapatos com salto, elas finalmente encontraram o par perfeito para mim, no começo não conseguia andar direito com eles, mas após algumas tentativas e muitas risadas eu conseguia ao menos me equilibrar, confesso que não nasci para andar de salto. Morgana pegou as sacolas e nos dirigimos a porta de saída.
-Eu não acredito! -Disse Anna. -Victória Bloom? -A garota correu em direção da mesma pedindo um autógrafo.




 Morgana não perdeu tempo e foi atrás me fazendo olhar para eles, Henry e aquela mulher.
Ele olhava para mim e parecia surpreso, eu tentei desviar o olhar ainda decepcionada, mas acabei o encarando mesmo pestanejando muito mais do que normalmente eu faria.



Saímos dali para conversar em um café, eu temi aquela conversa, mas sabia que ela haveria de ser feita mais cedo ou mais tarde, eu queria dizer que havia visto os dois e tirar as satisfações do porquê ele me convidara. Henry pediu um café para nós dois, e após alguns segundos longos de silêncio, nós acabamos falando juntos.
-Eu...



Henry sorriu. -Primeiro as damas. -Ele disse ainda sorrindo.
-Ah, tudo bem, você...Pode começar. -Continuei séria.
O sorriso de seu rosto sumiu e uma expressão preocupante o tomou conta. -Você se lembra de quando nos conhecemos?
Meneei positivamente a cabeça surpresa com aquela pergunta e não sabendo ao certo onde ele queria chegar, e ele continuou.
-Aquele dia eu te contei uma história.
-É ela, não é? -Perguntei rapidamente.
-Você é rápida. -Henry sorriu, mas eu permaneci séria, jurei para mim mesma que não iria deixar aquele sorriso me tirar da minha pose. -Bom, sim, é ela. E...Poxa, eu não sei nem como te falar isso, mas eu ainda tenho sentimentos por ela, eu não vou mentir, eu não posso, não pra você. -Disse Henry e eu pude perceber que realmente deveria ter sido difícil ele ter dito isso, ao menos se eu estivesse em seu lugar eu me sentiria mal pela outra pessoa, porém, me surpreendi como aquilo não me afetou o quanto achei que fosse afetar, talvez porque eu já estivesse esperando.



-Mas eu...-Ele continuou. -O que eu tive com você foi sincero, eu não quis em nenhum momento apenas brincar com seus sentimentos, eu também não posso dizer que esses sentimentos simplesmente desapareceram, mas, eu não posso mais decepcionar essa pessoa, eu sinto muito, Nana, eu espero que você compreenda e que eu não tenha passado uma imagem ruim para você, no futuro eu ainda espero que possamos manter contato, afinal, gosto de ter você por perto. -Finalizou Henry com um breve sorriso melancólico.



Mesmo assim ainda era duro ter que ouvir aquelas palavras, mas eu era forte o bastante para lhe dizer o que eu pensava sobre aquilo.
-Eu não vou dizer que não estou desapontada, Henry, mas eu estou bem, então você não tem que se preocupar, de algum modo eu sabia que você ainda gostava dela, e acho que talvez por causa disso eu não coloquei tantas esperanças nisso, não que meus sentimentos não fossem verdadeiros, mas eu acho que sabia o final disso. -Menti, eu havia colocado esperanças, mas agora era diferente, eu estava diferente, era como se fosse algo passageiro, de repente eu sentia que não valia a pena mais me preocupar com aquilo. Mesmo que ainda doesse um pouco, eu não me sentia só, era como se meu coração partido estivesse recebendo um abraço apertado e quente juntando todas suas partes quebradas no qual o mesmo não as deixava se perder, e eu sabia o porquê daquele sentimento.



-Uau! -Ele exclamou surpreso. -Bom, as mulheres entendem de tudo mesmo. -Henry havia ficado estranho de repente, talvez um pouco sem graça, será que ele esperava que eu chorasse por ele em sua frente? -Então, eu estarei embarcando de volta para Sun Flower amanhã de manhã, você vai voltar comigo?
-Na verdade não, eu ainda tenho alguns assuntos para resolver aqui.
-Ah é mesmo? -Ele indagou novamente surpreso.
-Sim. -Confirmei e novamente o silêncio tomou conta de nossa mesa..
-Então...-Henry tentou puxar assunto.
-Os momentos que passamos foram agradáveis, obrigada. -O cortei rapidamente, eu não queria conversar normalmente com ele como se nada tivesse acontecido, querendo ou não ele havia me magoado e eu não sou boa em perdoar rapidamente, naquele momento era ruim até mesmo olhar para seu rosto. -Então se você já terminou, adeus, Henry.



Levantei vagarosamente e caminhei ao seu lado em direção a porta de saída do estabelecimento, porém, de repente, eu senti sua mão segurando meu braço, o que me impediu de continuar minha caminhada.




O que é isso? Assustei-me, não o entendi, por que estava me segurando? Não havia terminado? Eu o olhei de soslaio e pude perceber seu semblante sério que permanecia olhando para um ponto reto, mas eu não poderia mais continuar ali, pois para mim, aquilo já havia terminado.



Então eu soltei meu braço aos poucos assim que ele cedeu e saí do café confusa sobre aquele momento, mas eu não queria ter que ficar pensando sobre aquilo hoje, não hoje. Meus olhos arderam, uma parte de mim ainda queria derramar algumas lágrimas, mas eu era forte o suficiente para não o fazer, porque eu sabia que para mim isso nunca teria volta. Logo, as meninas me encontraram e voltamos ao hotel porque segundo elas, agora era a hora mais importante do dia, a hora da "Super Transformação", e eu estava realmente ansiosa para isso, estava me divertindo apesar de tudo.



...

O avião havia pousado, Susan, Arnold e Emily finalmente haviam chegado a Moon Village e Ian os estava esperando para recepcioná-los no aeroporto.
-Muito bem vindos a Moon Village, vocês fizeram uma boa viagem? -Dizia Ian com um belo sorriso no rosto.



Logo entraram no carro e se dirigiram ao mesmo hotel em que Chace estava. Susan já foi rapidamente perguntando por Chace e Ian lhe disse que o mesmo estava em seu apartamento se arrumando para a inauguração, o mesmo se retirou e deixou os três acomodados em seu apartamento.



...

Chace estava em frente ao espelho terminando de colocar as calças por cima da camisa entreaberta e quando foi fechá-la viu sua cicatriz no peito, passando a mão por cima da mesma vagarosamente, abaixou a cabeça e pensou por alguns instantes de como não conseguia se lembrar de seu acidente e poucas coisas que o antecedesse. Sua cabeça começou a doer, típico, sempre quando pensava nisso, ela doía, era como se algo bloqueasse suas memórias, como se houvesse um muro muito grande entre ele de agora e ele do passado, e sempre que ele tentava escalar este muro ele simplesmente dava de cara no chão, sem sucesso.



De repente, a campainha tocou, era Susan, ela deu um apertado abraço sorridente em Chace.
-Como eu senti saudades, meu querido!
-Eu estava esperando encontrar vocês apenas na inauguração. -Disse Chace um pouco surpreso. -Onde está meu pai?
-Ah, não, seu pai...Ele está se arrumando também. -Ela sorriu e Chace pegou sua gravata em cima do sofá.
-Deixe que eu faço isso. -Disse Susan pegando a gravata de Chace e passando-a pelo pescoço do mesmo. -Chace, você está com algum problema?
-Hm? -Chace estranhou.



-Você sabe, sua cabeça dói? Possivelmente se lembrando de algumas coisas?
-É...Não. -Ele respondeu e Susan suspirou de alívio.
-Então por que você contratou uma psicóloga? -Ela apertou a gravata em seu pescoço esperando por sua resposta.
-Ah, me deixe adivinhar, Raquelly te falou. -Chace riu.
-Você não me respondeu. -Continuou Susan, agora firme.
-Eu disse a ela que era minha psicóloga porque não queria ter que ficar dando explicações à Raquelly para depois você fazer isso que está fazendo, tirando satisfações comigo sobre a minha vida. Eu já lhe disse Susan, eu não vou me casar com ela.



-Eu não vejo o porquê de você não querer fazer isso, Chace, antes você parecia ter aceito, e de repente você não quer mais.
-Eu lhe disse desde o início que não era uma boa ideia.
-E quem é essa mulher, psicóloga? -Indagou Susan terminando o nó da gravata e dando um passo para trás enquanto Chace pegava seu paletó.
-Quem sabe. -Ele riu.
-Ela vai estar lá hoje? Na inauguração? -Susan parecia irritada.
-Bom, talvez, eu espero.






...

A festa de inauguração estava começando, os convidados em seus trajes à rigor procuravam logo mesas para se sentarem com outras pessoas da alta sociedade, mulheres finas em seus vestidos longos e homens riquíssimos de negócios, celebridades riam e observavam o local enquanto uma voz bem suave de uma cantora invadia seus ouvidos com sua banda logo atrás.



Chace entrava no salão em sua pose de presidente do Tropicale Hotel e recebia cumprimentos de todos ali presentes, andou vagarosamente até o palco sorridente, e quando o mesmo chegou, a banda parou de tocar, Chace pegou o microfone e lhes disse breve palavras pois não queria deixar aquilo cansativo.
Após, Raquelly veio ao lado de Susan cumprimentá-lo.
-Chace! Está tudo tão maravilhoso, espero que nossa festa de casamento seja tão bonita e bem decorada quanto esta. -Sorriu a garota.
-E com certeza será, minha querida Raquelly. -Confirmou Susan, olhando para Chace logo após cerrando os olhos.



Passaram-se longos minutos, Chace começava a ficar preocupado e olhava para as escadas a todo instante para ver se ela chegaria, Nana, mas só o que viu foi Victória e Henry as descendo e ambos foram logo cumprimentá-lo, Chace estranhou, para ele, eles estavam brigados e depois daquele beijo que Henry deu em Nana, que Chace nem mesmo gostava de se lembrar, ele achou que Victória não iria mais procurar por ele.



Victória lhe deu um abraço e Henry lhe deu um sorriso em linha reta que não chegava em seus olhos, lembrando-se de toda a verdade que rodeava Chace.
-Então eu acho que vocês acabaram se resolvendo? -Ele perguntou curioso, mas nenhum pouco triste.
-Bem, um pouco. -Sorriu Victória, sem graça, pois tinha medo de decepcionar Chace, que querendo ou não se sentiu um pouco solitário, visto que Nana estava demorando, talvez ele estivesse sentindo sua falta? Será que o motivo dela estar chorando no dia anterior era por Henry e Victória terem voltado?



Ele não sabia, mas queria apenas que ela estivesse ali do seu lado e ele poderia ficar junto dela sem ficar pensando sobre outras coisas, olhou outra vez para a escada, nada, Chace suspirou bem fundo enquanto a ruiva percebia sua preocupação.
-Você está bem Chace? -Perguntou Vick. -Está esperando por alguém? -Ela olhou para a escada também.
-Na verdade eu estou. -Ele respondeu sem graça e Victória sorriu contente.
-Possivelmente uma bela mulher? -Ela continuou e Chace sorriu pensando em como Nana ficaria bonita aquela noite, mas para isso primeiro ele gostaria que ela estivesse ali.






...

Ian havia me buscado e agora eu estava no hotel morrendo de vergonha de estar usando aquele vestido, aqueles saltos e aquele penteado, eu me sentia ridícula, não estava nenhum pouco confortável e tinha medo do que os outros iriam pensar sobre mim.
-Eu acho que não consigo entrar, Ian. -Disse-lhe insegura.



-Mas o que? Claro que consegue, olha, é só descer uma escada e você vai estar lá dentro. -Sorriu Ian, preocupado e logo o celular do mesmo tocou.
-Sim, ela está aqui. -Era Chace e ele continuou. -Eu não sei, estou tentando mas ela...Sim. -E ele passou o telefone para mim.
-Nana?
Eu ouvi a voz dele e tudo esquentou.



-Eu estou te esperando há algum tempo, eu sei que lhe disse que se não quisesse não precisaria vir, mas, eu...Quero você aqui. -E ele desligou.
Ele me quer junto com ele? Por um lado eu queria ir  porque eu queria vê-lo, e eu sabia que aquela insegurança era coisa da minha cabeça, e então, tomando forças com aquelas palavras eu finalmente decidi descer as escadas. O primeiro degrau, o segundo, e ele me viu dali debaixo, o terceiro degrau, o quarto, até que eu parei dois degraus acima dele.



Ele sorria e muitas pessoas olhavam para nós, ele sorriu para mim como nunca havia feito e eu me senti diferente, especial, enquanto aquele calor tomava conta de meu corpo.
-Oi. -Ele disse.
-Oi. -Eu respondi sem jeito.


















Um comentário:

  1. Só vi hoje que você postooooou!!! <3
    Vou lê! Que bom que não desistiu!

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